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II - Acolhida

II - Acolhida

                Seus passos largos em meio a terra. O vento balançava seu fios de cabelo, caminhava por aquele caminho previamente traçado sem se importar.

Reconsiderava a notícia depois de agradáveis minutos de caminhada. Por meses desejara percorrer aquele caminho cheio de terra e grama, dessa vez, não ligaria para as manchas de terra que ficariam no seu tênis, menos ainda com o fato de seu cabelo ter perdido a linha.

Ah, o sorriso não saía de seu rosto em momento algum, encontrava-se em um novo mundo, as cores negras não penetravam e as angústias ficavam do lado de fora da porta. Não teriam a chave para entrar.

             Sentia a luz e acolhida do novo. 

    Postado em: Linhas do pensamento, ligação com: Devolução



Postado por: A.C. às 17h40
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I - Devolução

I - Devolução

 

Renunciara. Pararia de se expressar através das palavras corretas. Decidira agarrar-se ao que acreditava e não às falsas e farsas servidas por aqueles que não davam como verdadeira as próprias palavras.

Cansara de percorrer aqueles mesmos caminhos ralos. Destinos sem saída, sem alternativa e sem final original. Reversos, contrários, insignificantes.

Os valores invertidos por completo. O menos curiosamente trocara de lugar com o mais!

Rasgara todo os vestígios daquela comédia.

Comédia sem risos. Comédia do silêncio, este aparecera e permanecera durante toda a peça. Oposto. Suspiros de tristeza simbolizavam a alegria.

Inverso de valores, ali a felicidade era sem arrepio. O amor era sem troca de olhares, sem cumplicidade, sem afeição. Frio.

A amizade não passava de uma visão panorâmica de como a vida tinha de (a)parecer.

Tudo fingimento, tudo simulação, tudo sem ar... Sem vida.

Empacotara com aquelas cores escuras e brutas, pela última vez, do jeito que achavam que tinha de ser. Carinhosamente, para a devolução.

Postado em: linhas do pensamento.



Postado por: A.C. às 14h14
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Dos momentos não aproveitados

Dos momentos não aproveitados

 Campo Grande, 09 de junho de 2008.

Tu te preocupaste em momentos grandiosos em que deverias comemorar. Tu transformaste momentos de glória em momentos de puro sofrimento. Não satisfeita, prolongaste ainda mais estes momentos para que a comemoração não acontecesse. Expulsaste a felicidade de ti quando ela vinha ao teu encontro e desta forma, podes estar com ela ao teu lado e nem ao menos ter idéia de como ela se veste. Esqueceste de que ela come alegria e não preocupação. Que ela come sucesso e não repreensão. E principalmente, que muitas vezes somente um sorriso serve para alimentá-la por várias refeições. E hoje, tu te repreendes mais uma vez, sem ter ao menos aprendido com teus erros prévios e amargos...

Postado em: linhas do pensamento, assim como: Da caixa, Da lição não aprendida, Da vaidade e Do Carma.



Postado por: A.C. às 16h53
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Perdidas impressões, impressões perdidas

Perdidas impressões, impressões perdidas

A pressão é de um lado só. A respiração torna-se mais pesada. As palavras saem com dificuldade. Tudo acelera. Só uma sensação domina. Os pensamentos ficam confusos. Aquilo que estava escondido em algum lado obscuro revela a sua existência. As vontades chocam-se. A turbulência interior destrói qualquer sinal de racionalidade. Várias em uma só. As palavras se chocam. Repetem-se. Repelem-se. Faltam. Há mudança mais uma vez.


...

II

Abrir-se para uma transformação descontrolada é imediatamente sentir saudades daquilo que se foi e jogar-se no escuro. Escuro em que se sente medo de acender a luz. E a luz acender-se-á mesmo que o novo prefira  manter-se invisível.

...

III


O controle das linhas do papel não passam de uma delimitação de espaço para as palavras. E elas espremem-se e falam, mesmo quando não se quer falar.


....


Novos conceitos, novas visões e uma grande bagunça. Eu voltarei. Mais clara ( espero). Nem sempre o que é lícito é “justo” e isso dá medo.

Postado em: Linhas do Pensamento



Postado por: A.C. às 18h35
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Da caixa

Da caixa

Campo Grande, 13 de abril de 2008.

Já fechaste muitas caixas. Algumas delas em um curto período de tempo. Abriste, empilhaste, alguns conteúdos - inclusive-  foram jogados fora. Por um longo período paraste de empilhar caixas, o teu mundo era o que te importava. Os raios, trovões, o cansaço, a agonia era todo teu.Tu te afastaste de qualquer influência que pudesse mexer com o andamento ideal para as tuas linhas, tuas páginas e prosas...
Sacrificaste tudo por um futuro indeterminado, que hoje, tu vês inexistente. Hoje, tentas encaminhar as linhas para que outros possam ajudá-la a escrevê-las. Outras pessoas, amigos, contudo tu te vês cada dia mais distante daqueles que um dia participaram diariamente da tua vida.
Cada dia mais distante de uma vida. Ou de como uma vida deveria ser. As lágrimas esbarram nas fechaduras, enquanto tu procuras pelo menos uma das chaves da caixa em que te encontras.



Postado por: A.C. às 18h07
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