A vestibulanda depois de escrever um texto totalmente desnecessário vê a necessidade de incluir fatos históricos, filosóficos, ou mais profundos... Ou problemas de real impacto na sociedade para associar às palavras inseridas no texto abaixo, mas está, cansada demais para tal. Não a julguem totalmente egoísta ou alienada. Por favor. Então se não quiserem ler.... não precisam... se lerem, lembrem-se de que é um retorno. hahaha, e esperem que ela um dia volte a escrever de forma decente (se é que um dia escreveu) :P

Obrigada.



Postado por: Ariadne_Celinne às 22h58
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Além dos panos*




Eu nunca fui fã de comprar roupas, sempre me senti incomodada ao ter de experimentar uma seqüência de trajes, cores, modelos... Por isso, ir às compras nunca me despertou prazer, ir até uma loja sempre foi caso de última necessidade. “Não tenho roupa, minhas calças não cabem mais, minhas blusas estão pequenas” e se a minha mãe não pudesse resolver o problema – porque infelizmente as formas não são iguais, então... não existiria outra saída a não ser sair para “comprar roupa”.



Eu já confessei outras vezes aqui que ir a livrarias, sebos, agradam-me profundamente e que ficar olhando prateleiras de livros, nem que sejam só os títulos eu não acho tempo perdido. Nem que seja para quando um amigo indicar um livro eu dizer: “ah, eu esbarrei com ele esses dias em tal livraria”, ou ao esbarrar em um livro lembrar de um amigo que o me indicou – muito mais freqüente.



Mas voltando as roupas - que preenchem o exterior e nada (questionável) têm de comum com os livros que tendem a ocupar o espaço interior de nossas mentes e corações, ou nos mais tristes casos acumular poeira nas prateleiras a espera de atenção - Eu sempre gostei de uniformes.


Desde pequena achei muito prático não precisar de escolher combinações todas as manhãs e sempre que chegava do colégio demorava a retirá-los. Passei muitos anos utilizando a mesma combinação das cores vinho e cinza do colégio TENIR (Corumbá – MS) e sempre que saía fora do ambiente escolar utilizando-as sentia-me muito bem obrigada. Um misto de orgulho, prazer, ou simplesmente de mostrar a todos o amor que eu tinha pelo colégio e fazia piadas sem graças como “olha mãe, estou fazendo propaganda de GRAÇA para meu colégio”.


Depois de oito anos utilizando as mesmas cores de uniforme, veio a primeira mudança, e eu me lembro como fosse hoje o dia em que fui experimentar a camiseta do CEIA (Jales-SP). Foi tão estranho vestir outra camisa, algo semelhante à traição, desprazer, como se aquilo que eu estivesse demonstrando não fosse eu. Cá entre nós, sempre achei muito estranho o desapego de algumas pessoas perante a uniformes e escolas. Ou talvez eu tenha sempre me apegado demasiadamente.


De início com meu novo uniforme, eu o retirava assim que chegava em casa, no entanto, em poucos dias eu já me via passando às tardes de sexta-feira com o uniforme... Por mais que a escola não me agradasse em diversos pontos e que não tivesse feito os amigos que eu gostaria, retirar o uniforme? Não...


Veio a minha oitava série e juntamente com ela a contagem regressiva para me livrar daquela camiseta. Os dias, as horas, os resultados dos concursos de bolsa me demonstravam as opções trocaria o verde para o azul. OBJETIVO seria a próxima camiseta a vestir.


Ah, o uniforme do Objetivo... Não era belo como o uniforme vinho da minha base, mas também não me despertava más lembranças como os símbolos verdes do uniforme mais recente, era branco, com o singelo símbolo do colégio e o nome. Só. Demorou mais de uma semana para comprar a primeira camiseta, acostumar-me com novos símbolos na apostila não foi doloroso, estava totalmente aberta para tal (passei da 5ª a 8ª com o apostilado do COC).


Dois anos passaram e eu me acostumei com o uniforme e com suas cores, para mim não existia melhor seqüência, melhor ambiente, melhores amigos... Não, a escola sempre esteve longe da perfeição – como todas as outras, as reclamações existiam, mas... o azul tinha me conquistado.


E trocar as cores foi difícil. Quando fui comprar meus novos uniformes para o 3° ano, experimentei uma única camiseta para ter certeza de que caberia e a tirei rapidamente. Traição novamente! Achei a camiseta grande, feia, não gostei das cores, dos detalhes. De nada.


Então, o destino pregaria a peça, não gostou do uniforme? Pois bem, dessa vez você vai passar todas as tardes desse ano letivo usando essas cores e essas camisetas. Para onde você for depois do colégio você irá uniformizada e depois de alguns meses você se sentirá mal ao utilizar uma camiseta mais justa por ter se acostumado a ser protegida por esses uniformes.


Dito e feito! Paixão pelas cores? Não. Amor pelo uniforme? Não, pouco tempo para tal. Pelo costume, pela proteção.E caros amigos, após trocar de camisa não há volta. O sentimento de traição retorna sim... Aquele ser que outrora utilizara outras cores não é mais você. Por mais que ainda tente se encaixar, fica tudo pequeno demais.


E aqui estou eu, no fim do meu ano letivo, lamentando a separação mais outra vez... As camisetas que consigo vestir são as da minha sala e a do uniforme. Esses são o meu hoje. E daqui a outros dias vou me ver descamisada.


Quais serão as próximas cores? As próximas horas? Que camisetas eu lamentarei a separação por mais outra vez? O pior é pensar que uma hora não existirão mais uniformes de proteção, ou de certa forma terei de criar os meus próprios uniformes?



*texto chato, mas fato é: eu escreviiiiiiiiiiii =) feliz por voltar.


*sem revisão também.



Postado por: Ariadne_Celinne às 22h54
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Ariadne Celinne, 17 anos, estudante de Direito da UFMS. Objetos inseparáveis: Óculos, livros, computador e mp3. Diversão: Livros, séries, congressos jurídicos (hahaha).
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