Variação de ritmo

Mudam

Você não sabe bem como, quando ou porquê, mas os muros caem um a um e permitem que você veja além dos limites que sabe-se-lá-quando você tinha padronizado, sem ao menos perceber.

A música do mundo não é ditada por ninguém a não ser ele mesmo, essa tendência sistemática de pré-decidir, se pré-ocupar, ou pré-estabelecer como gerir a vida, as atividades, até mesmo as amizades não passam de uma mera ilusão.

Os amigos não passam de pessoas que de alguma maneira surtiram efeito na sua vida, alguns são melhores e tem um efeito prolongado, permanecem para o todo sempre, mas não como sempre. (Outros, você nota que nem foram amigos de verdade, a hipocrisia de certa forma estava incutida no relacionamento.)

Essa mania auto-destrutiva de impedir as mudanças só as torna mais dolorosas do que deveriam ser. Deixemos que cada um trace seu próprio caminhos e faça suas próprias decisões, ou autorizemos o mundo para que as faça.

Afinal, o passado não perde o valor porque o hoje está acontecendo, aliás, o hoje só está acontecendo graças ao passado.

Celebraremos as mudanças, o novo, o desconhecido e montemos um altar para o medo. Ele, o medo!

O medo que nos leva a ansiedade, ao estresse, a ironia, a pensar!

Porque convenhamos, as coisas mudam. Ah... e que venha o novo, sem data, nem hora marcada, porque eu sou ansiosa demais para agendar as mudanças na minha vida para dia 31 de dezembro.

E se puder, venha diariamente, parcelado, como um remédio para o tédio e como parcelas de inspiração para a minha vida. Já ouviram falar dos enviados de Murphy? Pois é, existem os enviados de mudança, só demoram um pouco para você reconhecer...

Deixem-me ir que a música já está trocando novamente e eu não posso perder o ritmo - responsável, sabe como é.

 

*ah... nada como uma crônica para sentir a liberdade.



Postado por: Ariadne_Celinne às 12h09
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Passado Simples - Vinício dos Santos

A idéia gramatical de passado simples aproveita do seu nome e se descreve com simplicidade: é aquilo que se encerrou, uma ação terminada em algum ponto da abstração que é o tempo, mas sobretudo encerrada. A humanidade sempre teve muito o que aprender com a gramática, e as noções de tempo são a melhor de todas as lições.

Nós deveríamos ser satisfeitos com nossos passados da mesma forma que a gramática é, ao encará-lo de um jeito franco e plano, sem mística nem visadas transcendentes, apenas uma ação que não está acontecendo agora nem vai tomar lugar no futuro, uma peça caída na estrada.

Gosto da idéia de vidas poéticas, mas gosto mais ainda de acreditar que pelo bem da nossa poesia as vezes precisamos ser gramaticais, ao invés de desencavar lástimas, pesadelos, aflições arqueológicas de alguma folha antiga do calendário. Nossos passados deveriam ser como enciclopédias pesadas, as quais só são acessadas em casos de necessidade muito forte – porque todo o resto já estaria consolidado em nossas cabeças. Porque se ater aquele momento preciso do que já foi, quando há uma infinidade de outros para acontecer?

Sempre me senti melhor do que aquelas pessoas que conjugam seus verbos todos num passado imperfeito, incompleto e sobretudo nostálgico. A avaliação do passado é sempre feita com o olhar do presente, o que é o mesmo que tentar medir um círculo usando um quadrado – incoerência pura. Claro que éramos todos mais felizes naquela outra época, porque a noção de felicidade era outra. O tempo físico avança, o gramatical se conjuga, o poético nos torna conscientes.

Ah se nós pudéssemos unicamente olhar adiante e sofrer da angústia do inesperado e nunca do ocorrido, seríamos pessoas mais tranqüilas com nós mesmos. Acho que não é por acaso que o outro nome do passado simples na gramática seja “perfeito”.

Retirado de: http://quatropatacas.blogspot.com/2007/09/passado-simples.html



Postado por: Ariadne_Celinne às 23h43
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Sobe e desce

Não conseguia se refrescar, se posicionar melhor seria a declaração de sua morte, não parava de se lembrar de que estava ali para cair.

Estava seco. A noite era uma das mais escuras daquele ano, o aparelho motorizado parecia que a despejaria a qualquer momento. O objeto já deixara transparecer que sua presença era inconseqüente, a estupidez – por ter subido -  era toda dela.

Qual tinha sido o motivo de ter subido naquele carrinho desgovernado?

Não se lembrava muito bem. Estava extasiada. Subira em uma das descidas do carrinho, a sua esperança era de atingir a montanha.

À medida que se aproximava da montanha a sua velocidade aumentava, os dedos apertavam fortemente as barras de segurança, era a hora de pular, o alto era o lugar dela... tinha planejado sua casa bem ali, no topo da montanha.

Escorregou para a sua direita, jogar-se era a única alternativa, fechou os olhos...

 

Quando suas pálpebras se fecharam seus sentidos desligaram-se automaticamente. Sentia o peso do seu corpo. Orientava-se pela sua respiração e pelo encontro das rodas com os trilhos.

 Silêncio. A velocidade era zero. Dentro de alguns segundos a descida iniciaria. Iniciaria sim. Ela decidira. Essa era a última vez que subiria simplesmente para ver a paisagem.

Pulou.

 O silêncio foi quebrado pelo carrinho que voltou a descer, sem a passageira que estava tão acostumado a carregar. O impacto da queda fora muito forte, seu corpo doía por inteiro. Mantivera seus olhos fechados, ao sentir a grama tocar o seu corpo os abriu e notou o quanto o céu era estrelado quando se estava em terra firme.

Ainda não conseguia raciocinar, tomara a decisão de morar ali, pelo menos por alguns meses.

Notara que o ambiente era outro quando se encontrava ali em cima, a sua imaginação finalmente deu lugar à realidade. A grama precisaria ser podada, a sua casa teria de ser bem estruturada...

Repreendera-se por começar a pensar tão de imediato. A queda tinha sido só o começo da mudança. O clima ali já era mais úmido. As suas mãos aos poucos paravam de tremer. As estrelas... bem, as estrelas seriam sua única companhia naquele início na montanha.

 

(Continua não sei quando, mas continua).



Postado por: Ariadne_Celinne às 17h19
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A pequena diferença

Se fez a diferença na vida dos outros eu não sei, o mais importante é que fez uma diferença imensa na minha vida. Só ficar discutindo política em rodinhas não basta. É necessário se expor e fazer política. Eu precisava disso para me sentir mais útil e tentar fazer alguma diferença.

Porque eles podem ter o clube particular de luxo, onde os 81 se dividem entre oposição e governo, entre bons e maus, contra ou a favor, só que eles, em sua grande maioria, esqueceram-se de que foram postos lá pelos votos do povo. Não foram postos para viverem no paraíso e sim, para levarem o Brasil um pouco mais longe do inferno.

Os interesses pessoais e as diferenças partidárias deveriam ser pequenas posto a necessidade da população de mudanças, leis e crescimento. Esquecem-se do bem maior e só lembram do bem a si mesmos. Contudo, na última eleição eu percebi ao discutir política por corredores que muitos votam porque "tal político fez meu pai perder o emprego", "tal político ajudou meus pais", "tal político é do mesmo partido do meu governador, portanto ele vai favorecer o meu estado". Enquanto continuarmos a votar pensando no pouco, pouco receberemos e o bem maior não passará de utopia.

*Quanto ao texto que eu não terminei, peço desculpas, acabei me envolvendo com outras coisas...  Boa semana galera! ^^

Comunidade do protesto no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39102133



Postado por: Ariadne_Celinne às 21h05
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Eu fuiiii...



Postado por: Ariadne_Celinne às 20h57
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Sobe e desce

Não conseguia se refrescar, se posicionar melhor seria a declaração de sua morte, não parava de se lembrar de que estava ali para cair.

Estava seco. A noite era uma das mais escuras daquele ano, o aparelho motorizado parecia que a despejaria a qualquer momento. O objeto já deixara transparecer que sua presença era inconseqüente, a estupidez – por ter subido - era toda dela.

Qual tinha sido o motivo de ter subido naquele carrinho desgovernado?

Não se lembrava muito bem. Estava extasiada. Subira em uma das descidas do carrinho, a sua esperança era de atingir a montanha.

À medida que se aproximava da montanha a sua velocidade aumentava, os dedos apertavam fortemente as barras de segurança, era a hora de pular, o alto era o lugar dela... tinha planejado sua casa bem ali, no topo da montanha.

Escorregou para a sua direita, jogar-se era a única alternativa, fechou os olhos...

(continua)


Postado por: Ariadne_Celinne às 07h37
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http://charges.uol.com.br/2007/09/06/brasileiro-canta-naquela-mesa/



Postado por: Ariadne_Celinne às 07h35
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Ariadne Celinne, 17 anos, estudante de Direito da UFMS. Objetos inseparáveis: Óculos, livros, computador e mp3. Diversão: Livros, séries, congressos jurídicos (hahaha).
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