Minutos finais
Foi ontem... Ontem eu dei o último aviso. Senti o frio.
As dificuldades atormentam todos nós, mas quantos simplesmente tornam-se tão viciados a ponto de viverem das dificuldades? Quantos não suportam ver a dor alheia, sofrem para não verem os outros sofrerem e são capazes até de se matar para isso?
Dizem que tudo é tratável, mas até mesmo meus psiquiatras desistiram. Eles desistiram... Todos. A minha ausência não faria falta, na verdade eu já estava longe dali. Não acreditava em mim, não acreditava em Deus, nada importava.
A única coisa que me mantinha vivo era a escrita. Ai doce veneno, que me mata e me preenche. Digna dos grandes...Eu achava que nunca viria a ser um. Meus escritos eram utilizados para matar o tempo. Comecei a escrever por orientação dos meus psiquiatras. Tornou-se um costume tão impregnado como escovar os dentes.
Com os dias a idéia foi penetrando na minha cabeça e passei a detestar um pouco mais a minha vida. Sabe um filho de passarinho que ainda não aprendeu a voar? E que ao ser jogado da árvore simplesmente sente-se livre para ir aonde pretender? Passei a me sentir assim, só que cada dia mais preso a minha mente.
Meu conto tornou-se a vida real, a vida real meu conto, até o dia em que a personagem morreria. Como um personagem de Kafka o meu, não entendia mais nada. Deixou-se dominar pelo desespero, pela insegurança, pela morte. Planejara o seu suicídio por meses, até o dia que deu o último aviso. Sentiu o frio.
Ao terminar de escrever aquelas páginas confusas, resolvi parar antes de torná-las reais. Na minha volta, alguém as tinha levado e eu não notei. Resolvi executar antes que perdesse a coragem, ao pegar o frasco de remédio, ouvi um grito. Aquele grito seria o grito da vida.
A salvação veio da morte, da morte daquele eu, do eu confuso, depressivo, sem estímulos. Eu me matei aquele dia e renasci. Aquele eu me deu a luz na escuridão. Aquele eu despertou a fênix que nunca acreditei existir.
(Ariadne Celinne de Souza e Silva)
*Crônica escrita para um trabalho sobre suicídio. Só para não ficar sem postar por mais de 15 dias e para dar sinal de vida. Talvez eu escreva algo inédito para o blog, talvez...
Musiquinha fofa, mensagem de amor ao próximo e aí sim a propaganda. O embelezamento do interior para o exterior, mesmo que seja uma propaganda de um site de compras. Conquista. Felicidade.
Musiquinha de balada, mensagem de amor próprio (até mesmo narcisismo) e a propanda estampada desde o primeiro segundo. O embelezamento do exterior para o interior, os olhos do próximo antes da própria felicidade. Desprezo. Irritação.
Por mais que os dois tipos de propaganda tenham a mesma função: fazer você comprar e gastar suas míseras economias com algum produto (des)necessário. A falta de pudor em algumas propagandas (como as de cerveja, carro, energéticos) irritam e me causam muito asco.
Eu não bebo, nem gosto de cerveja. Mas alguém aí toma cerveja por causa de uma "gostosa" da propaganda? Ou devido a uma cantora famosa cantou uma música para idolatrar a cerveja? Alguém aí compra carro pelas "maria-gasolina" que o acompanha?
O consumismo domina sim a nossa sociedade, no entanto, onde estão os limites? A enganação devia ser punida não? Não vejo a hora das leis regulamentando (proibindo) as propagandas de cerveja serem aprovadas. Espero que sejam!
/me de dedos cruzados.
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