Sabe...
quando as coisas não estão perfeitas,
quando os problemas não param de aparecer?
Sabe...
quando a saudade aperta,
e você não sabe aonde se esconder?
Sabe...
quando você lembra e chora?
sente, vive, novamente, para não esquecer?
Sabe...
quando você conversa, renova, vibra, esperneia
e namora os sonhos, para lembrar que há muito para acontecer?
Sabe...
quando você tem a certeza, não sabe bem da onde,
que tudo vai dar certo , mesmo depois de grandes dificuldades, você não vai esmorecer?
Sabe...
a vida não cansa, não pára e a gente tem que entrar na dança,
afinal, qual é o outro motivo de nascer?
*Ariadne um tanto quanto feliz em uma segunda-feira de um feriadão, após 3 dias de descanso e com muita, mas muita matéria atrasada.
Encontro-me todos os dias...
Sinto aqueles lados
Aquele lado.
Desperto anos atrás
Quando eu era outra...
E não imaginava os resultados.
Encontro ela
Torno-me ela
Ela que fazia contagens regressivas para o fim.
Ela tinha sim companhia,
Companhias que a seguravam
E a mantinham no limite da razão.
Mas a maior companhia dela era a fuga.
A fuga de si mesma e o isolamento que impunha a si.
E essa sim a segurava.
Agora, ela encontra os resquícios,
Aqueles bem enterrados
Naquele lado.
---
Agora ela vê que os problemas se apresentam de outras maneiras,
Os mesmos, somente fantasiados como grandes hipócritas.
O lado tornou-se transparente.
Sempre esteve aqui, ali, em todas as células.
Esse lado. Sou eu, nas minhas sextas-feiras 13,
Sempre presentes.
O enterro desse lado já foi obtido mais de uma vez,
Com sucesso por alguns períodos,
Na verdade, para quê enterrar?
Enterrar-me?
Sufocar-me?
Não, aproveitar-me-ei dos fantasmas para que novos não sejam criados.
Olá, olá, olá. Boa noite, como vão vocês, sobrevivendo?
Depois desse falso interesse sobre a vida de vocês (egoísta demais moçooo...)
Sei, não fui engraçada.
Pois bem, hoje eu me vejo escrevendo uma redação, na última aula da segunda-feira, “eu por eu mesma”. O cúmulo não? Senti que a professora percebeu o quão preso meu texto estava. Eu estou presa. Não escrevo como escrevia há alguns meses...
Estou em período de mudanças, mudanças forçadas. Eu sei que eu sou uma garotinha de quase 17 anos (faltam 4 meses), que não desiste de mudar, nem dos seus objetivos e tem MUITAS crises.
Crises que alguns dizem necessitar de terapia, crises que me acompanham desde criança. Sim, desde criança já chorava quando não conseguia estudar, quando não tinha feito uma tarefa. Vocês não sabem o esforço que eu tenho feito para me livrar disso! Rs.
O quê é uma pessoa que não consegue dizer não a um professor? Mesmo achando uma atividade idiota e tendo aval de seus pais para não fazê-la. Pois bem, eu não estou fazendo algumas coisas e por pura falta de tempo(na verdade, disposição, porque eu ainda descanso né :P).
Minhas médias estão caindo, nada de 10 de ponta a ponta (sim, eu tinha me acostumado de novo, mesmo sabendo que não interfere em nada no vestibular...) e eu estou chateada com isso. No entanto, estou com tanta coisa na cabeça... Tanta, tanta.... cada hora eu lembro de uma matéria atrasada, ou que eu não estou disponibilizando o tempo devido....
Sim, esses são resquícios das outras Ariadne’s que fui durante todos esses anos. Que na verdade, estão bem aqui, escrevendo a vocês.
Lembro da primeira poesia, das primeiras frases, dos primeiros textos fora da escola, dos primeiros livros....
Ai que delícia, vontade de reviver tudo.
Sinto-me culpada por querer reviver tudo. Talvez esse seja um dos motivos de eu não arriscar. Muitas vezes não aceitar o novo. Sim, pois eu descobri ultimamente que eu só aceito o novo quando eu quero “esquecer” o velho. Foi assim quando eu mudei para rio preto, empacotei as más experiências de Jales (MUITOS TRAUMAS), mantive as poucas amizades e vivi rio preto (quase) sem olhar para trás.
Agora... Reclamo. Reclamo e Reclamo.
Ainda não aceitei a mudança, sim, aquela que adora mudar. Está mudando, e não está feliz com isso. A ponto de não conseguir escrever.
(Viva Ariadne, viva. Porque ano que vem – aonde quer que você esteja – você sentirá falta do ensino médio da certeza do atraso, das provas, das datas... do próximo semestre. Não esqueça, a sua certeza limita-se até janeiro do ano que vem. Fevereiro uma nova onda de surpresas dominará a sua vida. Crescer já deixou de ser uma opção.)
Cresci e sinto que agora eu quero impedir, tentar me atrasar, falar coisas que eu mesma sei estarem erradas e serem completamente egoísta. Graças a Deus, começo a falhar.
Mais um texto para recordações!
Que feio deixei de postar... ai ai ai, não estou contribuindo com as minhas lembranças. Puxão de orelha na Ariadne, Celinne? Ariadne Celinne.
(e cadê o mundo que eu tento mostrar? o.O. só se for o MEU mundo. Ps.: voltar a falar de política, educação... treinar dissertação? e os concorrentes? kkkk...)
Só para constar: Recebi carta de 4 amigos de rio preto essa semana. Imaginem como fiquei felizzzzz \o/
Agora é eu tomar coragem de ir ao correio né, porque escrever as respostas eu escrevo, agora enviar... (né Bruno?).
Feliz Páscoa!
Sim... Eu estou sumida e sei que ainda vou ter uma crise por isso (afinal a minha vida é só isso... x.x). As palavras existem, é claro. O problema é o medo de torná-las repetitivas. Sabe aquelas decisões que eu tinha tomado? A prática durou pouco tempo. Já estou ficando maluca com tanta matéria atrasada. O feriado seria uma solução, até agora uma matéria estudada (e ainda não concluída) e não é matéria de nenhuma das provas dessa semana.
Os atrasos me perseguem e se tornaram uma bola de neve tão grande, tão grande, que eu sinto que vai me esmagar a qualquer momento. As provas da escola receberam meu ódio esse ano (cada ano é uma coisa...). Apavorada! Acreditar que o sucesso depende de quantos exercícios você fez, quanto você está em dia. Poxa, eu não sou preguiçosa. Eu estudo. Mas sou uma só. Eu precisava de pelo menos 10 dias para colocar tudo em ordem (do meu jeito).
Eu fui me tornando perfeccionista através dos anos, sempre me exigindo mais e mais. O problema é a impressão de incapacidade. Não aguento mais chorar por isso, estou entrando em um círculo, ele sim pode me assegurar uma derrota.
E mil desculpas por estar sendo repetitiva, eu preciso escrever, para lembrar aonde estive e para onde vou.
Thanks e Feliz Páscoa!
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