Estava assistindo ao filme “Cazuza – O tempo não pára” (eu ainda não tinha assistido), apesar de já conhecer a história de Cazuza, o filme me chocou e muito.
O Cazuza era um gênio e como a maioria deles, vivia inundado pela excentricidade, era incontrolado, indomável. Vivia em meio a drogas, sexo e rock’n roll, vivia entre os extremos da legalidade e ilegalidade.
Gênio. Se ele fosse mais contido, seria gênio?
Se a sobriedade era incomum, a genialidade é originária do álcool?
Ou o álcool era para ajudá-lo a controlar, e a sobreviver, ou a viver como ele dizia: ser feliz.
A infelicidade era tão absurda a ponto de a felicidade só ser possível com a simplicidade que a tornava tão complicada?
É difícil viver sendo realmente careta, porém não é mais difícil ainda viver tentando não ser?
Cazuza errou e pagou o preço. Ou acertou errando e deixando a sua mensagem na história para sempre.
Ter como ídolo alguém que agia como eu tanto critico? Ou utilizar de sua lição e de sua mensagem como o ápice do desespero de um ser humano após errar tanto?
*texto confuso, mas eu precisava me expressar*
Quando eu conheci o batom, eu era bem novinha...pegava os batons vermelhos da minha mãe e beijava as paredes de nossa casa.
Quando ganhei meus primeiros gizes de cera, meu melhor rascunho eram as paredes da minha casa. Eu rabiscava mesmo, sem problemas, as paredes ganhavam tons e desenhos dos mais abstratos.
Quando aprendi a escrever, passei a distribuir meu nome pelas paredes da minha casa era “Ariadne Celinne” por todos os cantos. Com aquela letra de forma em formação... "coisa mais linda".
A parede do meu quarto? Misto de tinta antiga, quadros infantis e muitos rabiscos.
Sim, meus pais não brigavam comigo, afinal a reforma viria mais cedo ou mais tarde, meus rabiscos e marcas não fariam diferença.
A reforma veio, as paredes não foram pintadas durante o período em que permaneci na casa. Mudei-me. E enquanto eu estava em casas onde não teria a mesma liberdade juvenil, a reforma veio, as paredes ganharam tons impessoais.
Não vi a não ser por fotos. A casa é ocupada por pessoas que eu nem conheço. Mas e daí? A casa não é mais minha mesmo.
Agora meu quarto é identificado pelos livros nas estantes, pelos mapas na parede (eu sou péssima em localização foi uma tentativa de aprender geografia), pela bagunça vigente, pela mesa desarrumada, pela pilha de livros... Ah, pela música tocada. E principalmente, por mim.
A lua tem várias fases e cada uma tem o seu período certo, nós seres humanos também somos assim...
Só que algumas fases são sombrias e outras iluminadas.
Umas mais alegres e outras mais tristes.
Elas sempre voltam, com mais ou menos intensidade, mas voltam.
Só nos resta aproveitar cada uma delas, como se fosse a única, como a luz do luar.
*Ariadne Celinne em período de observação, dizendo coisas óbvias e repetitivas.
Ps.: para ver melhor a foto, clicar nela.
"Eu me dou férias.
Porque esperá-las torna-se algo muito angustiante.
Porque esperá-las significa a chegada dolorosa das mudanças aguardadas.
Porque... bem, porque com elas eu vou me infiltrar em um novo mundo."
+1
Eu passei 2 anos nesse mundo aqui, explorei tudo o que tinha para explorar?
Eu sei, que eu tive (tenho) crises (muitas, é só olhar o histórico do blog... começou em março de 2005).
+1
Por outro lado, eu experimentei mais uma vez, o sabor da amizade.
Deixei uma no meu outro mundo (taísa - estou morrendo de saudades),
e descobri que ela não pertence a um único mundo, e sim ao infinito, definitivamente ela faz
parte de mim.
+1
Deixei também quando vim para cá a espera, a espera de conhecer outras realidades.
Ganhei, ganhei fotos, recordações, risadas... ah, ganhei abraços!
+1
Deixei também a necessidade, de ser sempre a melhor (tá, eu me conformei em não ser).
Deixei também alguns sonhos antes mesmo de realizá-los.
+1
Ganhei, ganhei um novo sonho.
Ganhei a espera para traçar novos objetivos (tá, já estão pré-traçados o.O).
+1 Passei a angústia dos meus dias (ai, ai, ai) .
Vi que NADA é perfeito, nem aquela sala tão sonhada.
+1 Corrigi alguns erros, ainda não enxerguei outros.
Vou ganhar a dádiva de poder enxergar tudo de longe e com cuidado.
+1
Vou deixar MUITO.
Porém, nada se compara ao que eu vou levar.
+2
Homenageio enquanto estou perto e também tento arrumar os detalhes para as lembranças perfeitas.
E espero, a confirmação/decepção de tantas outras expectativas.
Porque elas, só o tempo pode me dar.
É galera, último mês, muita coisa para escrever ainda.
*Ariadne Celinne ganha mais uma troca de fase.*
Ganhei: mais uma chance para crescer o/
Quando as palavras escapam, só nos resta a imagem (por isso as fotos tão presentes nos últimos dias).
Contagem regressiva.
Porque eu vou sentir falta disso tudo, só o Matheus olhando para a máquina o/, foto da máquina do Eduardo (valeu por ter mandado :***) Na porta da casa do Matheus.
*Isso aqui ainda é um blog.
http://www.43things.com/person/ariadnecelinne
Aproxima-se o momento de trilhar novos caminhos...
Bom feriado!
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